Sem perdão: a prova
10/09/2010
Leia primeiro o post anterior (“Sem perdão”). Só depois leia este.
Do blog de Reinaldo Azevedo
Na década de 90, Dilma montou duas lojas para vender bugigangas importadas do Panamá. Não deu certo. A gerente do PAC não conseguiu levar o negócio adiante. O “empreendimento” durou um ano e cinco meses. Fechou em julho de 1996. “A gente esperava uma loja com artigos diferenciados, mas, quando ela abriu, era tipo R$ 1,99. Eram uns cacarecos”. A afirmação é de Bruno Kappaun, dono de uma tabacaria no centro comercial Olaria, onde se instalou uma das lojas. E como Dilma explica a sua incompetência? Vocês podem não acreditar, mas aconteceu! Ela culpou… FHC!!! Não por acaso, o nome do empreendimento era “Pão & Circo”. Pão, pelo visto, não rendeu. Mas continua a render circo…
Na tarde desta terça, depois de um encontro com Robson Andrade, presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), a mulher que quer comandar o Brasil explicou por que não conseguiu tocar duas lojinhas de 1,99: “Quando o dólar está 1 por 1 e passa para 2 ou 3 por 1, ele [o microempresário] quebra. É isso que acontece com o microempresário, ele fecha. A minha experiência é essa e de muitos microempresários desse pais”.
Ah, bom!
Só que Dilma está contando o contrário da verdade. E isso parece ser um traço compulsivo de seu caráter. O que quer dizer “dólar a 3 por 1″? É assim, com essa clareza, que ela pretende governar o país se eleita?
Todos vocês sabem que lojas de produtos importados prosperam com mais facilidade quando a moeda local está valorizada em relação ao dólar, certo? Gastam-se menos reais para comprar bugigangas lá fora. É o que temos hoje, diga-se. Os brasileiros nunca gastaram tanto em viagens ao exterior porque os preços, em dólar, estão baixos.
Não! Dilma fechou por incompetência mesmo! Ela abriu sua lojinha quando um dólar valia menos de R$ 1. Era o melhor momento. E fechou quando havia justamente a paridade, “1 por 1″, e não “3 por 1″, como ela afirma. Segue a cotação do dólar em real mês a mês, enquanto a loja da ministra durou. Com competência, poderia ter ficado rica trabalhando:
| 1995 | |
| Fevereiro | 0.837 |
| março | 0,884 |
| Abril | 0,905 |
| Maio | 0,891 |
| Junho | 0,909 |
| Julho | 0,926 |
| Agosto | 0,942 |
| Setembro | 0,953 |
| Outubro | 0,958 |
| Novembro | 0,962 |
| Dezembro | 0,967 |
| 1996 | |
| Janeiro | 0,972 |
| Fevereiro | 0,982 |
| Março | 0,986 |
| Abril | 0,989 |
| Maio | 0,995 |
| Junho | 1,001 |
| Julho | 1,006 |
Vale dizer: Dilma teve a sua lojinha de porcariada importada do Panamá no melhor momento da história do Brasil para se ter algo do tipo — aliás, para se vender importados, para ricos ou para pobres. Como se nota, não só o real não estava desvalorizado como foi o período de maior valorização de sua história. Aliás, os críticos do governo acusavam a valorização excessiva, não o contrário. E não é por acaso. Vejam as tabelas acima.
Querer acusar o governo anterior por um fracasso pessoal revela, sem dúvida, um traço de caráter. Mentir de forma tão abismal sobre um período da economia, afirmando justamente o contrário do que aconteceu, bem, aí já é uma questão que tem também uma dimensão política. E eu fico muito impressionado que uma mentira possa ser dita com esse desassombro, com essa ligeireza, na certeza de que não será contraditada.
Mas eu entendo: essa gente se acostumou a dizer qualquer coisa. A besteira vai para a rede, ninguém contesta, e fica tudo por isso mesmo. Afinal, vivemos a era do “aspismo”. Se Dilma afirmar que rinoceronte é uma ave, sua versão será publicada sem contestação. Quem quiser que forneça o “outro lado”, e o leitor escolhe se rinoceronte é ave ou réptil, se é que me entendem…
Do Blog de Reinaldo Azevedo
“Não existe aquecimento global”, diz representante da OMM na América do Sul
Leiam esta entrevista pulicada no UOL.
Por Carlos Madeiro:
Com 40 anos de experiência em estudos do clima no planeta, o meteorologista da Universidade Federal de Alagoas Luiz Carlos Molion apresenta ao mundo o discurso inverso ao apresentado pela maioria dos climatologistas. Representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Molion assegura que o homem e suas emissões na atmosfera são incapazes de causar um aquecimento global. Ele também diz que há manipulação dos dados da temperatura terrestre e garante: a Terra vai esfriar nos próximos 22 anos
Em entrevista ao UOL, Molion foi irônico ao ser questionado sobre uma possível ida a Copenhague: “perder meu tempo?” Segundo ele, somente o Brasil, dentre os países emergentes, dá importância à conferência da ONU. O metereologista defende que a discussão deixou de ser científica para se tornar política e econômica, e que as potências mundiais estariam preocupadas em frear a evolução dos países em desenvolvimento.
UOL: Enquanto todos os países discutem formas de reduzir a emissão de gases na atmosfera para conter o aquecimento global, o senhor afirma que a Terra está esfriando. Por quê?
Luiz Carlos Molion: Essas variações não são cíclicas, mas são repetitivas. O certo é que quem comanda o clima global não é o CO2. Pelo contrário! Ele é uma resposta. Isso já foi mostrado por vários experimentos. Se não é o CO2, o que controla o clima? O sol, que é a fonte principal de energia para todo sistema climático. E há um período de 90 anos, aproximadamente, em que ele passa de atividade máxima para mínima. Registros de atividade solar, da época de Galileu, mostram que, por exemplo, o sol esteve em baixa atividade em 1820, no final do século 19 e no inicio do século 20. Agora o sol deve repetir esse pico, passando os próximos 22, 24 anos, com baixa atividade.
UOL: Isso vai diminuir a temperatura da Terra?
Molion: Vai diminuir a radiação que chega e isso vai contribuir para diminuir a temperatura global. Mas tem outro fator interno que vai reduzir o clima global: os oceanos e a grande quantidade de calor armazenada neles. Hoje em dia, existem boias que têm a capacidade de mergulhar até 2.000 metros de profundidade e se deslocar com as correntes. Elas vão registrando temperatura, salinidade, e fazem uma amostragem. Essas boias indicam que os oceanos estão perdendo calor. Como eles constituem 71% da superfície terrestre, claro que têm um papel importante no clima da Terra. O [oceano] Pacífico representa 35% da superfície, e ele tem dado mostras de que está se resfriando desde 1999, 2000. Da última vez que ele ficou frio na região tropical foi entre 1947 e 1976. Portanto, permaneceu 30 anos resfriado.
UOL: Esse resfriamento vai se repetir, então, nos próximos anos?
Molion: Naquela época houve redução de temperatura, e houve a coincidência da segunda Guerra Mundial, quando a globalização começou pra valer. Para produzir, os países tinham que consumir mais petróleo e carvão, e as emissões de carbono se intensificaram. Mas durante 30 anos houve resfriamento e se falava até em uma nova era glacial. Depois, por coincidência, na metade de 1976 o oceano ficou quente e houve um aquecimento da temperatura global. Surgiram então umas pessoas – algumas das que falavam da nova era glacial – que disseram que estava ocorrendo um aquecimento e que o homem era responsável por isso.
UOL: O senhor diz que o Pacífico esfriou, mas as temperaturas médias Terra estão maiores, segundo a maioria dos estudos apresentados.
Molion: Depende de como se mede.
UOL: Mede-se errado hoje?
Molion: Não é um problema de medir, em si, mas as estações estão sendo utilizadas, infelizmente, com um viés de que há aquecimento.
UOL: O senhor está afirmando que há direcionamento?
Molion: Há. Há umas seis semanas, hackers entraram nos computadores da East Anglia, na Inglaterra, que é um braço direto do IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática], e eles baixaram mais de mil e-mails. Alguns deles são comprometedores. Manipularam uma série para que, ao invés de mostrar um resfriamento, mostrassem um aquecimento.
UOL: Então o senhor garante existir uma manipulação?
Molion: Se você não quiser usar um termo tão forte, digamos que eles são ajustados para mostrar um aquecimento, que não é verdadeiro.
UOL: Se há tantos dados técnicos, por que essa discussão de aquecimento global? Os governos têm conhecimento disso ou eles também são enganados?
Molion: Essa é a grande dúvida. Na verdade, o aquecimento não é mais um assunto científico, embora alguns cientistas se engajem nisso. Ele passou a ser uma plataforma política e econômica. Da maneira como vejo, reduzir as emissões é reduzir a geração da energia elétrica, que é a base do desenvolvimento em qualquer lugar do mundo. Como existem países que têm a sua matriz calcada nos combustíveis fósseis, não há como diminuir a geração de energia elétrica sem reduzir a produção.
UOL: Isso traria um reflexo maior aos países ricos ou pobres?
Molion: O efeito maior seria aos países em desenvolvimento, certamente. Os desenvolvidos já têm uma estabilidade e podem reduzir marginalmente, por exemplo, melhorando o consumo dos aparelhos elétricos. Mas o aumento populacional vai exigir maior consumo. Se minha visão estiver correta, os paises fora dos trópicos vão sofrer um resfriamento global. E vão ter que consumir mais energia para não morrer de frio. E isso atinge todos os países desenvolvidos.
UOL: O senhor, então, contesta qualquer influência do homem na mudança de temperatura da Terra?
Molion: Os fluxos naturais dos oceanos, polos, vulcões e vegetação somam 200 bilhões de emissões por ano. A incerteza que temos desse número é de 40 bilhões para cima ou para baixo. O homem coloca apenas 6 bilhões, portanto a emissões humanas representam 3%. Se nessa conferência conseguirem reduzir a emissão pela metade, o que são 3 bilhões de toneladas em meio a 200 bilhões?Não vai mudar absolutamente nada no clima.
UOL: O senhor defende, então, que o Brasil não deveria assinar esse novo protocolo?
Molion: Dos quatro do bloco do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil é o único que aceita as coisas, que “abana o rabo” para essas questões. A Rússia não está nem aí, a China vai assinar por aparência. No Brasil, a maior parte das nossas emissões vem da queimadas, que significa a destruição das florestas. Tomara que nessa conferência saia alguma coisa boa para reduzir a destruição das florestas.
UOL: Mas a redução de emissões não traria nenhum benefício à humanidade?
Molion: A mídia coloca o CO2 como vilão, como um poluente, e não é. Ele é o gás da vida. Está provado que quando você dobra o CO2, a produção das plantas aumenta. Eu concordo que combustíveis fósseis sejam poluentes. Mas não por conta do CO2, e sim por causa dos outros constituintes, como o enxofre, por exemplo. Quando liberado, ele se combina com a umidade do ar e se transforma em gotícula de ácido sulfúrico e as pessoas inalam isso. Aí vêm os problemas pulmonares.
UOL: Se não há mecanismos capazes de medir a temperatura média da Terra, como o senhor prova que a temperatura está baixando?
Molion: A gente vê o resfriamento com invernos mais frios, geadas mais fortes, tardias e antecipadas. Veja o que aconteceu este ano no Canadá. Eles plantaram em abril, como sempre, e em 10 de junho houve uma geada severa que matou tudo e eles tiveram que replantar. Mas era fim da primavera, inicio de verão, e deveria ser quente. O Brasil sofre a mesma coisa. Em 1947, última vez que passamos por uma situação dessas, a frequência de geadas foi tão grande que acabou com a plantação de café no Paraná.
UOL: E quanto ao derretimento das geleiras?
Molion: Essa afirmação é fantasiosa. Na realidade, o que derrete é o gelo flutuante. E ele não aumenta o nível do mar.
UOL: Mas o mar não está avançando?
Molion: Não está. Há uma foto feita por desbravadores da Austrália em 1841 de uma marca onde estava o nível do mar, e hoje ela está no mesmo nível. Existem os lugares onde o mar avança e outros onde ele retrocede, mas não tem relação com a temperatura global.
UOL: O senhor viu algum avanço com o Protocolo de Kyoto?
Molion: Nenhum. Entre 2002 e 2008, se propunham a reduzir em 5,2% as emissões e até agora as emissões continuam aumentando. Na Europa não houve redução nenhuma. Virou discursos de políticos que querem ser amigos do ambiente e ao mesmo tempo fazer crer que países subdesenvolvidos ou emergentes vão contribuir com um aquecimento. Considero como uma atitude neocolonialista.
UOL: O que a convenção de Copenhague poderia discutir de útil para o meio ambiente?
Molion: Certamente não seriam as emissões. Carbono não controla o clima. O que poderia ser discutido seria: melhorar as condições de prever os eventos, como grandes tempestades, furacões, secas; e buscar produzir adaptações do ser humano a isso, como produções de plantas que se adaptassem ao sertão nordestino, como menor necessidade de água. E com isso, reduzir as desigualdades sociais do mundo.
UOL: O senhor se sente uma voz solitária nesse discurso contra o aquecimento global?
Molion: Aqui no Brasil há algumas, e é crescente o número de pessoas contra o aquecimento global. O que posso dizer é que sou pioneiro. Um problema é que quem não é a favor do aquecimento global sofre retaliações, têm seus projetos reprovados e seus artigos não são aceitos para publicação. E eles [governos] estão prejudicando a Nação, a sociedade, e não a minha pessoa.
BLOG DO PLANALTO
<Lula: “Nunca antes na história desse mundo houve uma traição assim”>
BLOG DO KENNEDY ALENCAR
<Folha: Grampo revelaria ligação de Judas com ABIN>
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<Judas no fundo do poço. Como o pré-sal.>
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<Pegaram Jesus pra Cristo.>
Aula de gramática
21/10/2009
O Gama poderia ter ido dormir sem essa…
De Reinaldo Azevedo
PETRALHA ME DÁ AULA DE GRAMATI…DE GRAMA!
Vocês sabem que podem escapar um erro ou outro aqui (ATENÇÃO! Este “ou” inclui, não exclui…). Quando acontece, sempre conto com a ajuda de algum leitor: “Rei, há um erro não sei onde…” Havendo mesmo, vou lá e corrijo. Não sou infalível — apenas quase (risos, com tecla SAP). Eu gosto mesmo é quando petralha vem me dar aula de gramática. Escrevi num post abaixo o que segue em azul:
Agora, quanto a não viver sem… Bem, os petralhas é que não vivem sem mim. Entendo: se eu fosse do lado de lá, também me leria… Nem eles se agüentam.
Aí um certo Gama, coitado!, resolveu que não estava bem assim e decidiu me corrigir, apelando até mesmo a um vocabulário técnico, próprio da gramática. Vejam que iluminação.
“também me leria…”
O sujeito da oração principal é “petralhas”, portanto, o verbo flexiona: LERIAM…
Nem o Lula errava essa.Respondo
Acabou a grama ou o remédio, Gama? Já sei! Os dois. Remédio, não dou. Mas fique com um pouco de capim-gordura.A oração principal no trecho em negrito, rapaz, é “também me leria”. “Se eu fosse do lado de lá” é uma Oração Subordinada Adverbial Condicional. Como eu a antepus à principal, empreguei ali o sujeito — “eu” — e o omiti na principal. Assim, Gama, o sujeito oculto da oração principal é “eu”: “Eu também me leria se (eu) fosse etc”. Você queria assim: “Se eu fosse do lado de lá, também me LERIAM”.
As cantoras de axé costumam gritar: “Tira os pés do chão, galeeeeraaaa”. Eu digo: “Tira as mãos do chão, Gamaaaaaaa”.
Até imaginei que algum purista fosse reclamar desta construção típica da fala: “Se eu fosse do lado de lá…” O mais apropriado seria recorrer ao verbo “estar” como intransitivo: “Se eu estivesse do lado de lá…” Mas quê…
Não há puristas entre os petralhas. Puros, então, nem me digam!
Tira as mãos do chããão, petralhadaaaa!!!
Como a blogosfera noticiaria o fim do mundo
21/10/2009
BLOG DO PLANALTO
“Governo anuncia o fim do mundo”
BLOG DO KENNEDY ALENCAR
“Enfim, Aécio topa ser o vice de Serra”
BLOG DA PETROBRAS
“Gabrielli reconhece que o fim do mundo inviabiliza o pré-sal”
BLOG DA MIRIAM LEITÃO
“Taxa Selic estaciona definitivamente em 4,5%”
BLOG DO NASSIF
“Fora de pauta”
BLOG DO REINALDO AZEVEDO
“O fim dos petralhas”
BLOG DO JUCA KFOURI
“Brasileirão tem dois jogos na véspera do fim do mundo. Só mesmo a CBF…”
BLOG DO AZENHA
“Vi o fim do mundo”
BLOG DO NOBLAT
“Deu em O Globo: ‘É o fim do mundo’”
BLOG DO PAULO HENRIQUE AMORIM
“É golpe! Mas o PIG chama de fim do mundo. Alô, Gilmar! (*)”
BLOG CONSULTOR JURÍDICO
“Deus agiu com abuso de autoridade”
BLOG DO TAS
“A mandioca não é de mais ninguém”
BLOG DO BISPO MACEDO
“Eu avisei”
BLOG DO PAULO COELHO
“Todos os meus livros disponibilizados gratuitamente. Pra sempre.”
BLOG DO RICARDO KOTSCHO
“Agora quero ver reclamarem da vida em Cuba”
BLOG DA AMAZÔNIA
“Dane-se”
BLOG DO LAURO JARDIM
“Coca-Cola compra a Pepsi. Eike Batista compra a Coca-Cola”
BLOG DO ARNALDO JABOR
“Fim do mundo não é nada perto da violência no Rio”
BLOG CONGRESSO EM FOCO
“Acabou o problema”
BLOG DO TUTTY VASQUES
“Eleição 2010: estão dizendo que o fim do mundo salvou Dilma de um vexame. Ô raça!”
Uma notícia e uma ilustração
25/05/2009
É curioso. Ontem eu fiz esta ilustração mas não publiquei achando que faltava alguma coisa, que a maioria das pessoas não a entenderiam. Na dúvida, deixei de molho.
Quando foi agora, no blog do Reinaldo Azevedo, vi a seguinte notícia, que traz o que faltava. Segue em vermelho o que escreveu ele. É longo, mas é elucidativo:
BRASIL PERDE MAIS UMA. CELSO AMORIM ENVERGONHA O PAÍS
Nunca antes na história do Itamaraty.
Leiam o que informa Renata Lo Prete (em itálico) na Folha Online. Volto em seguida:
A ministra Ellen Gracie, do Supremo Tribunal Federal, foi preterida para a vaga que pleiteava na corte de apelação da OMC (Organização Mundial do Comércio), informa Renata Lo Prete, do “Painel” da Folha.
A cadeira será ocupada pelo advogado mexicano Ricardo Ramirez, ex-conselheiro do ministro da Economia de seu país. Ramirez teve o apoio dos EUA e da China.
A expectativa de que Ellen Gracie fosse para a OMC havia feito disparar a bolsa de apostas em torno de sua substituição no STF, onde agora a ministra deve permanecer.
Comento
Derrota de Ellen Gracie? Não, é claro! Mais um vexame protagonizado por este incrível fanfarrão chamado Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores, este verdadeiro Apedeuta Ilustrado do Itamaraty, só que sem o carisma e a sorte do original. Agora resta ao Brasil tentar vencer uma parada internacional apoiando um anti-semita para a Unesco, que conta com o repúdio de boa parte do mundo civilizado.
A política externa brasileira é uma vergonha histórica, embora conte com o beneplácito de boa parte do jornalismo, que caiu na conversa do protagonismo brasileiro, como se isso fosse obra do Itamaraty. Não faltará energúmeno lambe-botas para dizer que a derrota só aconteceu porque estão com medo de nós. É a nossa forma de brilhar no mundo. No subcontinente, os companheiros sacaneiam o Brasil, e o país aceita porque acha que tem essa obrigação com os mais pobres. Quando a disputa, então, envolve interesses dos países ricos, a gente se dana de novo porque estariam tentando impedir a nossa ascensão. O jeito de o Brasil ser grande, como vêem, é sempre tomando na cabeça. Lula é mesmo “o cara”, e Celso Amorim é seu “carinha”.
Amorim, há dias, disse que a Unesco – onde um brasileiro poderia ser eleito sem qualquer dificuldade – não era prioridade, e sim a OMC. Pronto! Não levamos a OMC. Mais um desastre numa série de desastres. E notem que a China, a quem o Brasil concedeu status de economia de mercado, o que é piada, ficou, mais uma vez, contra nós. Lula esteve lá por esses dias. Com os resultados que se vêem. Não conseguiu nem fazer o acordo da carne, como se esperava. Vendeu uns espetinhos de frango…
Os chineses também deram um pé no traseiro do Brasil na questão do Conselho de Segurança da ONU. Propuseram: “Vocês nos reconhecem como economia de mercado, e nós defenderemos o pleito de vocês”. Amorim, o bobo da turma, concordou: “Tá bom, então você primeiro”. Quando os companheiros conseguiram o que queriam, o nosso Gigante se animou: “Agora é minha vez”!!!.E os chineses pularam fora. Deram no pé. Não quiseram saber. E passaram a lutar contra a ampliação do Conselho de Segurança da ONU. A política do troca-troca de Amorim é assim: ora o Brasil fica por baixo, ora o adversário fica por cima. Mas o homem é bom de lábia: tem até porta-voz informal na grande imprensa que escrevem textos oxigenados cantando as suas glórias de grande articulador.
Querem saber mais bobagens e derrotas deste gigante? Neste blog, no dia 12 de janeiro:
Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores, é certamente a figura mais patética que já ocupou a cadeira de titular do Itamaraty. O gigante fez Lula acreditar que entende perfeitamente como funciona o mundo. O ministro fez parecer ao Apedeuta que os conflitos internacionais são como uma partida entre o Corinthians e o Palmeiras ou como uma negociação entre sindicalistas e empresas. Amorim — e, pois, o Brasil — foi derrotado em todos, rigorosamente todos, os embates internacionais em que se meteu. Querem um resumo dos desastres?
NOME PARA A OMC
- Amorim tentou emplacar Luís Felipe de Seixas Corrêa na Organização Mundial do Comércio em 2005. Perdeu. Sabem qual foi o único país latino-americano que votou no Brasil? O Panamá!!!
NOME PARA O BID
- Também em 2005, o Brasil tentou emplacar João Sayad na presidência do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Deu errado outra vez. Dos nove membros, só quatro votaram no Brasil — do Mercosul, apenas um: a Argentina.
ONU
- O Brasil tenta, como obsessão, a ampliação (e uma vaga permanente) do Conselho de Segurança da ONU. Quem não quer? Parte da resistência ativa à pretensão está justamente no continente: México, Argentina e, por motivos óbvios e justificados, a Colômbia.
DITADURAS ÁRABES
- Sob o reinado dos trapalhões do Itamaraty, Lula fez um périplo pelas ditaduras árabes do Oriente Médio. O Babalorixá deixou de visitar a única democracia da região: Israel.
CÚPULA DE ANÕES
- Em maio de 2005, no extremo da ridicularia, o Brasil realizou a cúpula América do Sul-Países Árabes. Era Lula estreando como rival de George W. Bush, se é que vocês me entendem. Falando a um bando de ditadores, alguns deles financiadores do terrorismo, o Apedeuta celebrou o exercício de democracia e de tolerância…
ISRAEL E SUDÃO
- A política externa brasileira tem sido de um ridículo sem fim. Em 2006, país votou contra Israel no Conselho de Direitos Humanos da ONU, mas, no ano anterior, negara-se a condenar o governo do Sudão por proteger uma milícia genocida, que praticou os massacres de Darfur. Por que o Brasil quer tanto uma vaga no Conselho de Segurança da ONU? Que senso tão atilado de justiça exibe para fazer tal pleito?
FARC
O Brasil, na prática, declara a sua neutralidade na luta entre o governo constitucional da Colômbia e os terroristas da Farc. Já escrevi muito a respeito do assunto.
RODADA DOHA
O Itamaraty fez o Brasil apostar tudo na Rodada Doha, que foi para o vinagre. Quando viu tudo desmoronar, Amorim não teve dúvida: atacou os Estados Unidos.
E não esqueçam
Isso tudo sem contar, é claro, a facilidade com que os países sul-americanos pintam e bordam com o Brasil. Evo Morales, o índio de araque, nos tomou a Petrobras, incentivado por Hugo Chávez, que o Brasil trata como uma democrata irretocável. Como paga, o Beiçola de Caracas vai fazer parte do Mercosul. A Argentina impõe barreiras comerciais à vontade. E o Brasil compreende. O Paraguai decidiu rasgar o contrato de Itaipu. E o Equador já chegou a seqüestrar brasileiros. Mas somos muito compreensivos. Atitudes hostis, na América Latina, até agora, só com a democracia colombiana. Chamam a isso “pragmatismo”.
Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/brasil-perde-mais-uma-celso-amorim-envergonha-o-pais/
Voltei.
É isso aí. Bem, discordo do Reinaldo Azevedo em muitos pontos, mas esse não é um deles.
Segue a ilustração.

O FURO DE KENNEDY ALENCAR
19/05/2009
Kennedy Alencar, jornalista da Folha, deu o “furo”: Aécio fechou acordo e será vice de Serra em 2010, acabando com a polêmica sobre, afinal de contas, quem será o candidato do PSDB às eleições de 2010. O acordo teria sido costurado pelo FHC e envolveria cláusulas engraçadas, como a de negar que tenha havido qualquer acordo, bem como de divulgá-lo só em setembro.
Acontece que, de fato, PSDB, Aécio (irado) e o próprio FHC negam qualquer acordo, e ficamos num nonsense. Piada pronta. O Reinaldo Azevedo descascou o repórter da Folha, ao seu estilo, acusando-o de estar a serviço da campanha petista, por estar desestabilizando o campo tucano. O Nassif no início endossou, mas após sondagens, nem disse sim, nem não.
O que aconteceu mesmo? Só esperando setembro…

